segunda-feira, julho 11, 2005

[tese] Bibliotecas Militares Portuguesas - da coexistência à cooperação

Desde que senti que os trabalhos de investigação realizados em Portugal tinham muito pouca visibilidade, nomeadamente na área dos estudos de informação, tenho vindo a colocar aqui trabalhos que já foram defendidos com sucesso e cujos autores (desses mesmos trabalhos) têm prontamente acordado em ceder os respectivos resumos e palavras-chave.

Será pouco para dizer do investimento que estes resumos revelam sobre o empenho, tempo e dedicação que todos eles depositaram nos seus trabalhos (tanta vezes num esforço acumulado ao trabalho diário, no tempo retirado aos amigos, na tentativa de conciliar as tarefas e o carinho familiar...) mas é, talvez, das poucas formas de que disponho de criar mais um «nó» nesta rede que nos vai ligando a todos, cada vez mais.

Pela Ilda tenho um carinho especial, pois apesar de não termos sido colegas, fui seguindo o seu trajecto, contado pela sua orientadora e pelas imagens que guardo dela quando nos cruzavamos no corredor... mãe, trabalhadora a tempo inteiro e cheia de vontade de contribuir também para nos ajudar a saber mais sobre uma das áreas onde há tanto por fazer. Dos olhos cansados guardo o brilho da descoberta e um elo que espero não perder.

PINTO, Ilda (2005). As Bibliotecas Militares Portuguesas: da Coexistência à Cooperação. Defendida na Universidade de Évora a 6 de Julho de 2005.

RESUMO:

O cumprimento da missão das Forças Armadas exige a sua actuação articulada o que pressupõe a existência de cooperação ao nível das várias unidades que constituem cada ramo, nas quais se incluem as bibliotecas militares.

Investigar em que medida e de que forma a cooperação se desenvolve entre as bibliotecas do sistema de forças nacional, identificando os factores que a facilitam ou a dificultam e apresentar um modelo de cooperação para o Sistema de Bibliotecas Militares Portuguesas constitui o principal objectivo desta dissertação.

Perante o problema a investigar verificou-se que o estudo de caso seria a estratégia mais adequada. Os métodos de pesquisa utilizados foram a análise documental, o inquérito por questionário, o inquérito por entrevista e a observação.

A organização militar, enquanto sistema, tem características sui generis que influenciam o funcionamento das bibliotecas inseridas em cada um dos subsistemas representados por cada um dos ramos das Forças Armadas, bem como os comportamentos e atitudes dos responsáveis e funcionários das bibliotecas.

A análise detalhada do Sistema de Bibliotecas Militares Portuguesas revelou um sistema disfuncional, em que a relação entre as várias bibliotecas, dentro de cada ramo, e entre os diversos ramos se reduz à mera coexistência. Assim, apresenta-se um modelo de cooperação para as bibliotecas militares, que se entende deverem ser consideradas como parte integrante do subsistema de informação da organização militar.

Palavras-chave: Bibliotecas Militares; Cooperação; Estudo de caso

4 comentários:

Clara disse...

Ilda, minha querida amiga, muitos parabéns! Não fiques por aqui.

Jorge Afonso disse...

Parabéns para a Ilda. Custou mas foi. Já está. Agora falta a continuação ... Temos orgulho (estamos orgulhosos) de te ter por perto, cara Mestre.

Parabéns, já agora, para Monica André, que nos vai informando das coisas da informação.

Mónica André disse...

Já enviei as vossas mensagens à Ilda. Acho muito divertido receber aqui as vossas mensagens para ela. Nunca tinha pensado que este blog pudesse servir de ponte entre amigos e colegas. Gosto :)

Obrigada,
Mónica

Ines disse...

Boa noite
eu sou uma adolescente de 16 anos,que gostava de fazer alguma coisa pela vida e portanto gostava de trabalhar, voluntariar-me num local ou ate mesmo so saber informação sobre arqueologia e Museologia. se alguem tiver alguma informação mande alguma coisa para nezinha_15@hotmail.com . Agradecia imenso alguma informação.
Inês