quarta-feira, maio 04, 2005

[tese] (re)começos

Ainda não sei como vou (re)organizar este espaço, criado enquanto decorria o meu trabalho para o mestrado em estudos de informação. Processo esse que foi já finalizado.

Para além de ter ido acompanhando os artigos [bibliografia e recursos de GII] que se iam escrevendo [potencial dos weblogs para a gestão individual de informação], fui praticando e descobrindo novas utilizações para esta ferramenta [i.e. utilização no contexto organizacional, nomeadamente em bibliotecas, extensões de espaços de aprendizagem, trabalho em equipas de projecto, recolha e partilha de informação, etc].
Depois da nossa reunião mensal de TETs, achei que estava na altura de (re)começar a trabalhar este espaço. Só que desta vez será para começar a reflectir e a trabalhar os recursos de que irei necessitar para a próxima etápa - doutoramento em estudos de informação.
Altura ideal para começar a pensar nas questões da língua: dado que o weblog, a longo prazo, se vai tornando uma das formas de estabelecer contacto com outras pessoas, que estejam a trabalhar esta área (estudos de informação) e, uma vez que em Portugal somos ainda muito poucos (ou não?!), será que só conseguirei retirar mais potencial do blog passando a escrever em inglês?...

Se tivesse que dividir este blog em fases, diria que numa 1ª fase foi aprender a trabalhar com a ferramenta, explorando potencial através da prática. A 2ª fase correspondeu à utilização do blog como suporte de trabalho para gerir informação. A última, 3ª fase, corresponde a uma nova prática de trabalho, embebida no quotidiano.

4 comentários:

Fred disse...

Oi Mónica,

Como sabes, quando iniciei o uso desta ferramenta, graças a ti, comecei mesmo por ai. Que língua utilizar?

Sugiro a (re)leitura:
- Português ou Inglês? (eis a questão)
- Português ou Inglês? (eis a minha solução)

Destaco o seguinte:
1. A barreira da linguagem é cada vez mais ténue
2. O blog é um work in progress, como tu própria sugeriste

Força para a nova fase da tua vida.

Mónica André disse...

Obrigada Fred!

A questão que coloco já não será só em termos de barreiras mas sim em termos de capacidade de «mobilizar» informação através da apropriação / digestão / reflexão por outras pessoas. São os comentários que, muitas vezes, nos sugerem pistas para exploração.

A utilização, com caracter regular, da língua inglesa, penso que possa permitir uma maior exposição / confronto com outras ideias, tão necessárias nas diversas fases da investigação...

Enfim, são apenas questões que se vão levantando. Tal como me lembraste, o weblog é um constante work in progress que se desenha de acordo com o que queremos retirar dele. Nesse sentido, a analogia com o desenho dos instrumentos para recolha de dados, será em tudo identica: depende do desenho do nosso estudo e das questões para as quais pretendemos obter resposta.

Agora que a tua tese também está a chegar ao fim, é bom saber que podemos partilhar esta nova etápa.

Saudações TETs ;-)

Mónica

Anónimo disse...

Uma breve nota para alertar que o português não é usado apenas em Portugal. :)

Mónica André disse...

Tem razão, o português é de facto uma língua bastante falada mundialmnete. No entanto, a maior fatia na área dos estudos de informação, onde se inclui a Gestão da Informação (GI), não se encontra entre a comunidade lusófona (aliás, como em muitas outras áreas).

Não tenho conhecimento de nenhum trabalho que sistematize os contributos da comunidade lusófona no que diz respeito a GI, mas tenho conhecimente de trabalhos realizados em Portugal (v.g. Gestão de Informação: Elementos para o estudo da configuração desta disciplina em Portugal e Gestão da Informação e do Conhecimento: 10 anos de investigação do INETI, entre outros trabalhos).

Gostava muito, caso tenha conhecimento, de ter acesso a outros trabalhos que ajudem a sistematizar e mapear este campo de abordagem. Pistas?

Obrigada,
Mónica