terça-feira, abril 19, 2005

Ciência, Tecnologia e Inovação - o seu Portal [FECHADO] na Internet

Será que vamos continuar a perpétuar o acesso à ciência e à tecnologia em regime fechado? Não serão suficientes os estudos que mostram que a inovação necessita da partilha do conhecimento? Continuaremos a perpéctuar o modelo de pagamento para aceder àquilo que são os próprios investigadores a produzir? Eu explico: fui à procura de um artigo publicado por uma investigadora, da grande casa onde trabalho (outra área, diferente da minha), no Ciência.net, e acabei de saber que para ter acesso a esse artigo teria que subscrever, pagando... Helloooo?!

7 comentários:

Sérgio Nunes disse...

O movimento Open Access começa agora a surgir em Portugal. A U. Minho tem dado cartas nesta área.

A título de exemplo, realiza-se em Maio uma interessante Conferência sobre o Acesso Livre ao Conhecimento

http://www.sdum.uminho.pt/confOA/

Mónica André disse...

Olá Sérgio! Long time no see ;-)

Tenho acompanhado este movimento em Portugal mas no outro blog (b2ob.blogspot.com). Aqui geralmente sou mais «ácida» e menos «contida» na minhas ironias. Uma das pessoas que tenho vindo seguir, no que diz respeito a desenvolver um bom trabalho em nome do movimento de acesso livre, é o Eloy Rodrigues (U.M.)

Gostava de estar presente nesse evento mas... a distância e os custos associados com a deslocação não ajudam. Pode ser que ainda consiga...

Obrigada pela visita,
Mónica

Teresa Florentino disse...

Olá Mónica,
A propósito de ter que pagar para ter acesso a certos documentos é de facto uma barreira à divulgação do conhecimento. Compreendo que em certos sites é natural, é o seu modo de vida, estou a lembrar-me da Gartner Group, contudo em espaços académicos ou organismos públicos de investigação creio que não é a melhor forma de promoção nem de melhor dinâmica para a divulgação do conhecimento.
Penso que às vezes isso só se percebe por experiências como a tua.
Teresa Florentino

Mónica André disse...

Olá Teresa!

Já lá vai muito tempo desde que tivémos oportunidade de conversar (lançamento da Zona "Conhecer para Agir" do Knowledge Board), já passou quase um ano...

Ainda visitei algumas vezes o teu blog mas não encontrei desenvolvimentos. Calculei que estivesses absorvida com a tese.

A propósito destas e de outras dificuldades criámos um grupo de entreajuda e de partilha para todos os que estão a desenvolver a sua investigação (mestrado ou doutoramento) tendo em comum a abordagem da informação, nas suas várias vertentes. Reunimos na primeira quarta-feira de cada mês. Acho que a tua experiência e o teu olhar é enriquecedor para o Grupo e por sua vez talvez encontres outros olhares que também sejam úteis à tua abordagem (Gestão do Conhecimento, do que me lembro).

Beijocas,
Mónica

Varela de Freitas disse...

Entrando no tema, e no seu blog pela primeira vez. Na verdade o portal ciencia.net não é aberto, mas o seu centro de investigação não tem contrato com ele? Não tenho presente a anualidade do acesso, mas recordo-me que não é exagerada. De qualquer modo, sou pelo livre acesso, claro (ou não fosse docente da UM...) mas organizações privadas têm de trer financiamento.

Varela de Freitas disse...

Entrando no tema, e no seu blog pela primeira vez. Na verdade o portal ciencia.net não é aberto, mas o seu centro de investigação não tem contrato com ele? Não tenho presente a anualidade do acesso, mas recordo-me que não é exagerada. De qualquer modo, sou pelo livre acesso, claro (ou não fosse docente da UM...) mas organizações privadas têm de trer financiamento.

Mónica André disse...

Boas tardes Varela,

É verdade o que diz, quanto à necessidade de conceber modelos de financiamento para as privadas. No entanto, a alimentação, para o produto de divulgação científica, é feita pelos investigadores, que partilham o resultado do seu trabalho (serão eles pagos na proporção dos seus contributos/ganhos a dar por quem concebe estes «modelos de negócio»? Estará concebido, nesses modelos de negócio, reverter uma parte dos ganhos, para ajudar o trabalho de quem quer fazer investigação?

São estas algumas das questões que coloco... mas haverá muitas mais.

Obrigada pela questão introduzida e espero que venham mais,

Mónica