quarta-feira, maio 26, 2004

Esperem! Não façam as malas. Leiam isto

Mamã, Papá, Marido, Filhotes... Afinal sempre se pode viver da investigação em Portugal, já não vou ter que ir estacionar carros para o Colombo. Leiam a intervenção do Primeiro Ministro na A.R.:
"O conhecimento é a primeira alavanca para o desenvolvimento. A criação e a transmissão do conhecimento são fundamentais para a inovação, o crescimento económico sustentado e a melhoria do bem estar colectivo. Apostar na investigação, no desenvolvimento tecnológico e na inovação é contribuir decisivamente para uma economia mais produtiva e competitiva. (...) razão que nos leva a fazer o maior investimento alguma vez realizado em Portugal no domínio da ciência, da investigação e da inovação. (...) afectação a esta área de mais de mil milhões de Euros – mais de 200 milhões de contos – só nos anos de 2004, 2005 e 2006. Em consequência deste esforço financeiro foi já possível avaliar o programa de reequipamento científico – o que não sucedia desde 1992 – abrir um concurso de bolsas e de projectos, atribuir um financiamento complementar às unidades de investigação. (...) Daí a aprovação, em concertação com a comunidade científica, do novo modelo de financiamento do Sistema Científico, Tecnológico e de Inovação. (...) Temos de investir mais em capital humano, nas áreas da ciência e das tecnologias. Queremos aumentar em 5000, até 2006, o número de investigadores. Para tanto serão concedidas, no período 2004 a 2006, 5 mil bolsas para mestrado e doutoramento, incluindo a realização de doutoramentos em meio empresarial. (...) Promover o emprego científico é o objectivo do eixo 4 deste Programa Nacional. Um objectivo de capital importância. (...) Uma prioridade especialíssima atribuo à capacidade que temos de ter para atrair a Portugal os investigadores portugueses radicados no estrangeiro ou investigadores de outras nacionalidades. Por isso, vamos lançar um programa – o Programa Damião de Góis - para jovens cientistas radicados no estrangeiro que pretendam regressar ao nosso País. É uma oportunidade que não podemos desperdiçar. Tal como vamos aprovar um programa nacional de fomento da mobilidade científica – o Programa Pedro Nunes. O nosso próprio Erasmus. É uma inovação de particular importância. É assim que se pode e deve caminhar. (...)"

Gosto especialmente do remate do discurso:
"Não é uma nova moda. É, sim, um novo desafio. Um momento de viragem.
Este é o tempo de nos unirmos em torno deste desígnio. Um tempo de maior motivação para os nossos cientistas e investigadores. Um tempo de maior mobilização por parte dos nossos empresários e investidores. Um tempo de maior envolvimento das nossas Universidades, Politécnicos e demais institutos de investigação
."
[via CFeA]

Bravo! Bravo! Bravooo!

1 comentário:

Anónimo disse...

Ver a a formiga de langton: "Dado o estado "científico" da Nação, este blog resolve prestar um serviço público ao país - Links úteis"